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Complexo do Porto de Manaus

O Porto de Manaus localiza-se na costa oeste do Rio Negro, na zona central da cidade de Manaus e atende os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do Norte do Mato Grosso. O Porto de Manaus é um dos maiores portos fluviais do Brasil, o maior porto da Amazônia e o terceiro maior porto exportador do país.

Histórico

O Porto de Manaus foi inaugurado em 1907. Nesse dia houve uma grande festa em Manaus, pois a cidade vivia o apogeu da Época Áurea da Borracha, com grande progresso econômico.

É considerado o Porto mais original do Brasil. Construído em um cais flutuante, ele acompanha o nível das águas do rio Negro, em épocas de grande cheias. Sua estrutura permite receber vários navios de qualquer tamanho, mesmo durante as grandes vazantes.

Localização

O porto está situado entre a praia de São Vicente e a rampa do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. À esquerda da entrada fica o edifício da alfândega, que veio pré-fabricada da Inglaterra, onde funciona o escritório e, do outro lado da pista, ficam os armazéns destinados às mercadorias, à frente fica a rampa que é destinada aos conteiners.

O cais flutuante compõe-se de duas partes distintas: a primeira em forma de um T, serve para a atracação de navios de cabotagem. A segunda parte é o trapiche que liga as balsas flutuantes à ponte móvel. A ponte móvel tem 20 metros de largura e, em sua lateral, há uma passarela para pedestres.

Atualmente

Logo que foi inaugurado chegaram os paquetes ingleses, italianos, franceses e alemães. Eles transportavam mercadorias e passageiros. O porto passou a ser o principal ponto turístico da época e recebia navios de luxo da Lamport, da Boat Line e outros. Também saiam do porto de Manaus embarcações com borracha, castanha, madeira, produtos de exportação da época.

Hoje, o porto de Manaus tenta recuperar seu glamour. Sua estrutura para recepção de turistas foi reformada recentemente. Além de servir para embarque e desembarque de passageiros e mercadorias que vão e vem das cidades do interior do Estado, recebe grandes transatlânticos de turistas de várias partes do mundo. Também desembarca produtos destinados ao Pólo Industrial de Manaus, assim como serve de embarque para produtos fabricados na cidade e que se destinam a várias partes do Brasil e do mundo.

Indústria Naval - Evolução

A Amazõnia tem a maior indústria naval do planeta. São mais de 300 estaleiros, a maioria de pequeno porte, espalhados por todos os municípios (Fonte: Sindicato de Reparo e Construção naval do Amazonas - Sindinaval). Com uma frota de aproximadamente cinco mil barcos (88% de madeira), seguindo as mesmas características de na construção

Há 500 anos, os portugueses (Lusitanos) possuiam sua própria técnica naval. E ao chegarem aqui os índios já utilizavam canoas como principal meio de transporte. Com isso os lusitanos trataram de capacitar mão-de-obra nativa para construir as embarcações. Porém o modelo europeu não era adequado ao meio amazônico.

As velas não era a forma certa de obter propulsão, pois não há ventos com intensidade suficiente, e o casco precisava ser mais largo para cortar ondas grandes e vencer o material flutuante do rio.

Com essas realidade amazônica, a técnica de construção foi se adaptando aos poucos. No período áureo da borracha (final do século 18 e início do século 19), houve um salto tecnológico com introdução do barco a vapor. Houve uma fusão de técnicas, o que resultou no modelo principal de barcos que é utilizado até hoje, com poucas modificações. Nesse período também se instalaram as primeiras empresas de navegação, como a Companhia Navegação do Amazonas.

Junto a essas mudanças, chegaram os motores de explosão em 1915, no Alto Juruá. Tornando as viagens mais curtas e intensificando o trânsito de cargas.

Método de Fabricação

Pelo conhecimento tradicional, adquirido e produzido em integração a natureza, os construtores utilizavam espécies de madeira para cada parte da embarcação:

cascos: itaúba, madeira resistente, difícil de serrar, mas fácil de aplainar, garantindo o acabamento homogênio

Móveis e paredes internas: cumaru, menos resistente, mas bastante durável

Até hoje, o método de fabricação ainda é o mesmo, apesar de novos materiais terem surgidos, como o aço naval e alumínio.

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